No último dia 31 de março encerramos a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho, iniciada ainda em novembro. Foram muitas rodadas, debates e momentos difíceis, sem avanços concretos - mas seguimos firmes até conquistar um resultado.
Não é tudo o que os trabalhadores e trabalhadoras merecem, mas representa um avanço importante. Garantimos ganho real, não apenas no piso, mas também para quem recebe salários acima dele.
Confira aqui todos os detalhes e resultados da negociação. Seguimos juntos na luta por mais direitos e valorização!
Com o sindicato, o menor reajuste que os trabalhadores do comércio tiveram soma o total anual de R$ 2.370,06.
E quanto o trabalhador paga para manter o sindicato lutando?
Apenas 2 parcelas de 4% do salário, limitado ao valor de R$ 100,00, ou seja, duas parcelas de R$ 81,40 a R$ 100,00, no máximo.
Se ainda assim você achar que não vale a pena contribuir com seu sindicato, poderá estar entregando oposição manuscrita de 11/05/2026 a 20/05/2026 e de 08/09/2026 a 17/09/2026, na sede da entidade à Rua Lauro Muller, 80, 3º andar, Centro de Tubarão/SC.
https://trabalhadores.org.br/wp-content/uploads/2026/05/banner-pro-site-comerciarios-tb.jpg500800Cintia Teixeirahttps://trabalhadores.org.br/wp-content/uploads/2023/06/logo-nova-punho-fechado-1.pngCintia Teixeira2026-05-17 22:05:192026-05-17 22:05:19Convenção Coletiva de Trabalho da categoria é fechada
Lojas, mercados, farmácias e até hotéis de luxo já estão mudando a escala de trabalho de 6x1 pra 5x2, dando mais um dia de folga por semana pros funcionários, enquanto o Congresso ainda discute a mudança.
Exemplos como o Copacabana Palace, as redes Pague Menos, Drogarias Pacheco, Drogaria São Paulo e a H&M já adotaram o novo modelo.
Especialistas dizem que a tendência é nacional, pois a rotina exaustiva afasta trabalhadores e aumenta a rotatividade. Propostas pra reduzir a jornada estão em debate no Senado e na Câmara, e o governo federal já declarou apoio ao fim da escala 6x1.
A mudança não é só uma questão de conforto, mas de saúde física e mental, qualidade de vida e produtividade. A escala 6x1 impõe jornadas longas, pouco tempo de descanso e quase nenhuma convivência familiar, afetando principalmente mulheres e trabalhadores do comércio e serviços. Onde o modelo 5x2 já foi implantado, empresas relatam maior engajamento, menos faltas e equipes mais estáveis. Se o setor privado já começa a reconhecer que trabalhador descansado produz mais e melhor, é hora de transformar essa realidade em regra, garantindo por lei um direito básico: tempo para viver além do trabalho.
https://trabalhadores.org.br/wp-content/uploads/2026/02/banner-pro-site-6x1-acabando.jpg450800Cintia Teixeirahttps://trabalhadores.org.br/wp-content/uploads/2023/06/logo-nova-punho-fechado-1.pngCintia Teixeira2026-02-19 11:08:582026-02-19 11:08:58Lojas e mercados já acabam com escala 6×1, enquanto Brasília debate mudança
Salários em torno de R$ 2 mil já não despertam o interesse de muitos profissionais para jornadas no formato 6×1 - em que se trabalha seis dias consecutivos para usufruir apenas um de descanso. Essa realidade já começa a impactar diretamente o setor supermercadista, que enfrenta dificuldades concretas para preencher vagas por falta de candidatos.
O quadro evidencia uma transformação significativa na postura do trabalhador brasileiro. Diante dos custos com transporte, alimentação, moradia e demais despesas básicas, o salário isolado deixou de ser o único critério de escolha. Cada vez mais entram na conta fatores como tempo livre, descanso adequado e os efeitos da rotina de trabalho sobre a saúde física e emocional. Uma semana de seis dias de trabalho intenso, muitas vezes em pé e sob pressão, com poucas folgas e remuneração próxima ao mínimo, perdeu seu apelo.
Enquanto isso, empregadores relatam escassez de mão de obra, mas a situação escancara um ajuste em curso no mercado. Quando não existe correspondência entre salário, carga horária e condições oferecidas, o desinteresse é inevitável. Não se trata de desmotivação para trabalhar, e sim da ausência de propostas alinhadas às necessidades atuais da classe trabalhadora.
Esse cenário recoloca no centro do debate a escala 6×1, a valorização do trabalho e a urgência de jornadas mais equilibradas e humanizadas. Na prática, os trabalhadores deixam claro que ter um emprego, por si só, já não é suficiente: é preciso que ele garanta dignidade e qualidade de vida.
O recado é claro: para atrair e manter profissionais, será necessário rever salários, benefícios e modelos de jornada. O mercado de trabalho mudou - e essa mudança aponta para avanços importantes na luta por melhores condições para os trabalhadores.
https://trabalhadores.org.br/wp-content/uploads/2026/01/banner-pro-site-sem-mao-de-obra.jpg500800Cintia Teixeirahttps://trabalhadores.org.br/wp-content/uploads/2023/06/logo-nova-punho-fechado-1.pngCintia Teixeira2026-01-09 15:46:462026-01-09 15:46:46Remuneração de R$ 2 mil não atrai e supermercados não encontram mão de obra
Que o Natal renove a esperança e fortaleça nossa união. Em 2026, seguimos juntos, organizados e firmes na defesa dos direitos da classe trabalhadora. Boas festas e que venham mais conquistas coletivas!
O Sindicato dos Comerciários de Tubarão e Região deseja um lindo Natal a todos os nossos companheiros de jornada!
Proposta extingue a escala 6x1, garante dois dias consecutivos de descanso e prevê transição gradual, mas ainda enfrenta resistência no Congresso
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), uma proposta de emenda à Constituição que diminui a jornada máxima de trabalho no país para 36 horas semanais, substituindo o limite atual de 44 horas por semana. O avanço da matéria ocorre após uma década parada na Casa e ganhou força com mobilizações populares, que já reuniram mais de 1,5 milhão de assinaturas.
Na Câmara dos Deputados, uma PEC semelhante também está em análise, porém em um processo mais lento. A proposta aprovada na CCJ extingue a tradicional escala 6x1, comum em áreas como serviços, saúde, restaurantes e supermercados, onde o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um. O novo modelo determina jornadas diárias de até 8 horas, distribuídas em no máximo cinco dias por semana, totalizando 36 horas semanais, sem qualquer redução salarial.
Outro ponto central do texto é a garantia de dois dias consecutivos de descanso remunerado, preferencialmente aos sábados e domingos. Segundo o relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), a intenção é ampliar o período de descanso dos trabalhadores sem causar perdas financeiras.
A votação ocorreu de forma simbólica, e o texto segue agora para o plenário do Senado. Caso aprovado, seguirá para análise da Câmara dos Deputados.
A PEC também prevê uma transição gradual:
No primeiro ano após a promulgação, a carga máxima passa para 40 horas semanais.
Nos anos seguintes, há redução anual de uma hora até atingir as 36 horas, igualmente sem redução de salário.
A pauta da redução de jornada tem sido uma das principais bandeiras do PT e de aliados do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Resistências no Congresso
Apesar do avanço no Senado, a proposta encontra obstáculos tanto entre parlamentares da oposição quanto da base governista. Críticos afirmam que a mudança pode gerar impactos negativos na economia e elevar custos para empregadores. O tema já apareceu em discussões anteriores no Congresso, mas nunca chegou à votação nos plenários.
Em 2009, após 14 anos de debate, uma comissão especial da Câmara aprovou por unanimidade uma PEC que fixava a jornada em 40 horas semanais. Embora pronta para votação, a matéria jamais foi pautada e acabou arquivada em 2023.
Outra iniciativa surgiu em 2019, quando o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) apresentou uma PEC que também reduzia a jornada para 36 horas, mas com uma transição de 10 anos. A proposta chegou à CCJ e entrou na agenda de novembro de 2023. No entanto, um requerimento da oposição retirou o tema de pauta por 30 votos a 25, e o texto não voltou a ser discutido desde então.
https://trabalhadores.org.br/wp-content/uploads/2025/12/banner-pro-site-fim-da-escala.jpg500800Cintia Teixeirahttps://trabalhadores.org.br/wp-content/uploads/2023/06/logo-nova-punho-fechado-1.pngCintia Teixeira2025-12-11 19:24:292025-12-11 19:24:29Senado avança em PEC que reduz jornada de trabalho para 36 horas semanais
Convenção Coletiva de Trabalho da categoria é fechada
Sem categoriaNo último dia 31 de março encerramos a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho, iniciada ainda em novembro. Foram muitas rodadas, debates e momentos difíceis, sem avanços concretos - mas seguimos firmes até conquistar um resultado.
Não é tudo o que os trabalhadores e trabalhadoras merecem, mas representa um avanço importante. Garantimos ganho real, não apenas no piso, mas também para quem recebe salários acima dele.
Confira aqui todos os detalhes e resultados da negociação. Seguimos juntos na luta por mais direitos e valorização!
Com o sindicato, o menor reajuste que os trabalhadores do comércio tiveram soma o total anual de R$ 2.370,06.
E quanto o trabalhador paga para manter o sindicato lutando?
Apenas 2 parcelas de 4% do salário, limitado ao valor de R$ 100,00, ou seja, duas parcelas de R$ 81,40 a R$ 100,00, no máximo.
Se ainda assim você achar que não vale a pena contribuir com seu sindicato, poderá estar entregando oposição manuscrita de 11/05/2026 a 20/05/2026 e de 08/09/2026 a 17/09/2026, na sede da entidade à Rua Lauro Muller, 80, 3º andar, Centro de Tubarão/SC.
Lojas e mercados já acabam com escala 6×1, enquanto Brasília debate mudança
Sem categoriaLojas, mercados, farmácias e até hotéis de luxo já estão mudando a escala de trabalho de 6x1 pra 5x2, dando mais um dia de folga por semana pros funcionários, enquanto o Congresso ainda discute a mudança.
Exemplos como o Copacabana Palace, as redes Pague Menos, Drogarias Pacheco, Drogaria São Paulo e a H&M já adotaram o novo modelo.
Especialistas dizem que a tendência é nacional, pois a rotina exaustiva afasta trabalhadores e aumenta a rotatividade. Propostas pra reduzir a jornada estão em debate no Senado e na Câmara, e o governo federal já declarou apoio ao fim da escala 6x1.
A mudança não é só uma questão de conforto, mas de saúde física e mental, qualidade de vida e produtividade. A escala 6x1 impõe jornadas longas, pouco tempo de descanso e quase nenhuma convivência familiar, afetando principalmente mulheres e trabalhadores do comércio e serviços. Onde o modelo 5x2 já foi implantado, empresas relatam maior engajamento, menos faltas e equipes mais estáveis. Se o setor privado já começa a reconhecer que trabalhador descansado produz mais e melhor, é hora de transformar essa realidade em regra, garantindo por lei um direito básico: tempo para viver além do trabalho.
Fonte: UOL Notícias
Remuneração de R$ 2 mil não atrai e supermercados não encontram mão de obra
Sem categoriaSalários em torno de R$ 2 mil já não despertam o interesse de muitos profissionais para jornadas no formato 6×1 - em que se trabalha seis dias consecutivos para usufruir apenas um de descanso. Essa realidade já começa a impactar diretamente o setor supermercadista, que enfrenta dificuldades concretas para preencher vagas por falta de candidatos.
O quadro evidencia uma transformação significativa na postura do trabalhador brasileiro. Diante dos custos com transporte, alimentação, moradia e demais despesas básicas, o salário isolado deixou de ser o único critério de escolha. Cada vez mais entram na conta fatores como tempo livre, descanso adequado e os efeitos da rotina de trabalho sobre a saúde física e emocional. Uma semana de seis dias de trabalho intenso, muitas vezes em pé e sob pressão, com poucas folgas e remuneração próxima ao mínimo, perdeu seu apelo.
Enquanto isso, empregadores relatam escassez de mão de obra, mas a situação escancara um ajuste em curso no mercado. Quando não existe correspondência entre salário, carga horária e condições oferecidas, o desinteresse é inevitável. Não se trata de desmotivação para trabalhar, e sim da ausência de propostas alinhadas às necessidades atuais da classe trabalhadora.
Esse cenário recoloca no centro do debate a escala 6×1, a valorização do trabalho e a urgência de jornadas mais equilibradas e humanizadas. Na prática, os trabalhadores deixam claro que ter um emprego, por si só, já não é suficiente: é preciso que ele garanta dignidade e qualidade de vida.
O recado é claro: para atrair e manter profissionais, será necessário rever salários, benefícios e modelos de jornada. O mercado de trabalho mudou - e essa mudança aponta para avanços importantes na luta por melhores condições para os trabalhadores.
Feliz Natal a todos!
Sem categoriaQue o Natal renove a esperança e fortaleça nossa união. Em 2026, seguimos juntos, organizados e firmes na defesa dos direitos da classe trabalhadora. Boas festas e que venham mais conquistas coletivas!
O Sindicato dos Comerciários de Tubarão e Região deseja um lindo Natal a todos os nossos companheiros de jornada!
Senado avança em PEC que reduz jornada de trabalho para 36 horas semanais
Sem categoriaProposta extingue a escala 6x1, garante dois dias consecutivos de descanso e prevê transição gradual, mas ainda enfrenta resistência no Congresso
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), uma proposta de emenda à Constituição que diminui a jornada máxima de trabalho no país para 36 horas semanais, substituindo o limite atual de 44 horas por semana. O avanço da matéria ocorre após uma década parada na Casa e ganhou força com mobilizações populares, que já reuniram mais de 1,5 milhão de assinaturas.
Na Câmara dos Deputados, uma PEC semelhante também está em análise, porém em um processo mais lento. A proposta aprovada na CCJ extingue a tradicional escala 6x1, comum em áreas como serviços, saúde, restaurantes e supermercados, onde o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um. O novo modelo determina jornadas diárias de até 8 horas, distribuídas em no máximo cinco dias por semana, totalizando 36 horas semanais, sem qualquer redução salarial.
Outro ponto central do texto é a garantia de dois dias consecutivos de descanso remunerado, preferencialmente aos sábados e domingos. Segundo o relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), a intenção é ampliar o período de descanso dos trabalhadores sem causar perdas financeiras.
A votação ocorreu de forma simbólica, e o texto segue agora para o plenário do Senado. Caso aprovado, seguirá para análise da Câmara dos Deputados.
A PEC também prevê uma transição gradual:
No primeiro ano após a promulgação, a carga máxima passa para 40 horas semanais.
Nos anos seguintes, há redução anual de uma hora até atingir as 36 horas, igualmente sem redução de salário.
A pauta da redução de jornada tem sido uma das principais bandeiras do PT e de aliados do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Resistências no Congresso
Apesar do avanço no Senado, a proposta encontra obstáculos tanto entre parlamentares da oposição quanto da base governista. Críticos afirmam que a mudança pode gerar impactos negativos na economia e elevar custos para empregadores. O tema já apareceu em discussões anteriores no Congresso, mas nunca chegou à votação nos plenários.
Em 2009, após 14 anos de debate, uma comissão especial da Câmara aprovou por unanimidade uma PEC que fixava a jornada em 40 horas semanais. Embora pronta para votação, a matéria jamais foi pautada e acabou arquivada em 2023.
Outra iniciativa surgiu em 2019, quando o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) apresentou uma PEC que também reduzia a jornada para 36 horas, mas com uma transição de 10 anos. A proposta chegou à CCJ e entrou na agenda de novembro de 2023. No entanto, um requerimento da oposição retirou o tema de pauta por 30 votos a 25, e o texto não voltou a ser discutido desde então.
Fonte: CUT Brasil, 10 de dezembro de 2025