Síndrome de Burnout: o que é, quais são os sintomas e como tratar?

Já ouviu falar sobre a síndrome de burnout? O burnout tornou-se um tema do qual muito se fala, pois reflete uma realidade bastante atual. Descrito nos anos 1980 por um psicólogo estadunidense, foi observado em atividades profissionais que se desenvolvem sob pressão, como em profissionais da área da saúde como médicos, enfermeiros e socorristas.

Também chamada de Síndrome do Esgotamento Profissional, o termo burnout deve ser utilizado para descrever apenas as experiências profissionais relacionadas com o ambiente de trabalho, conforme alerta a OMS. É uma resposta constante de estresse, decorrente dessa relação e das condições de trabalho, que leva à exaustão física, mental e emocional.

Clinicamente, é considerado uma síndrome, um conjunto de sinais e sintomas que um indivíduo apresenta, associada à atividade profissional e ao ambiente de trabalho. Os sintomas não são exclusivos do burnout e podem ser vistos em outras situações; por isso, é essencial que se faça um diagnóstico diferencial, por profissionais habilitados como psicólogos e psiquiatras, para que seja determinada essa correlação.

A OMS, em sua revisão de 2019, alterou a classificação de burnout para fenômeno ocupacional; isto é, ligado ao desempenho da atividade profissional e não como uma doença ou distúrbio. Alterou também sua definição, que agora diz que é uma "síndrome resultante do estresse crônico no ambiente de trabalho cujo controle não foi bem sucedido".

Ao normatizar o estresse contínuo, podemos deixar que se torne um problema cada vez maior e mais difícil de ser atacado. No caso do burnout, essa resposta passa a ser constante e provoca cada vez menos reação da pessoa, como se nada pudesse fazer para controlá-lo e que nem mesmo exista motivo para tal.

Os sinais e sintomas principais do burnout são exaustão, ansiedade e depressão, manifestações psicossomáticas como enxaqueca, taquicardia, aumento da pressão arterial e alterações gastrintestinais, além de isolamento, distanciamento mental do trabalho e sentimentos negativos ou pessimistas, redução da eficácia profissional e ausências ao trabalho.

Fonte: Exame