Grito dos Excluídos ganha ato virtual para marcar Sete de Setembro

Desde 1995, o Grito dos Excluídos mobiliza cidadãos em todo o Brasil ao longo de todo o dia 7 de setembro como um contraponto ao grito da Independência. Para os movimentos sociais, esse grito ainda não se concretizou. Em 2020, diante dos retrocessos impostos ao povo brasileiro e com o agravamento da desigualdade social, a 26ª edição do Grito dos Excluídos avisa: “Basta de miséria, preconceito e repressão! Queremos trabalho, terra, teto e participação!”

Serão realizadas manifestações em cidades de pelo menos 18 Estados do país e no Distrito Federal.

Em Tubarão, o Grito poderá ser acompanhado através de uma live no Facebook da Cáritas Diocesana, em uma roda de conversa sobre o tema Trabalho, Terra, Teto e Participação. A presidenta do Sindicato dos Comerciários, Elizandra Anselmo, participa desta conversa, além do professor João Antolino Monteiro e do arquiteto Flávio Alípio.

Participe conosco, é nesta segunda-feira, a partir das 16 horas!

Vida em primeiro lugar

Em carta de apoio, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lembra que o Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo. “É um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.”

“Vida em primeiro lugar”, clama a CNBB. “O 26º Grito dos Excluídos e Excluídas quer ressoar em nossas mentes e em nossos corações o compromisso de que precisamos estar atentos e atentas para percebermos os sinais que nos impõem os tempos atuais, marcados pela pandemia que escancara a triste situação de como vive a maioria da população brasileira, sem terra (território), sem teto e sem trabalho, sem saúde, sem educação e sem alimento. Portanto sendo arrancada sua dignidade.”

A CNBB ressalta o sofrimento das famílias pelas perdas sofridas durante a pandemia do coronavírus. “Infelizmente, existe uma omissão por parte do governo brasileiro. Um ministério que não se deixa orientar pelos conhecimentos científicos. Incapacidade de administrar os recursos destinados ao combate a pandemia. Há uma indiferença em relação aos cuidados da vida”, critica a carta.

A carta lembra os gritos dos encarcerados, do povo em situação de rua, das comunidades tradicionais, das periferias, dos povos indígenas, dos trabalhadores em serviços precarizados, das comunidades ciganas, migrantes, do povo do circo. “Eis um grande apelo para nós: igrejas, pastorais, organismos, movimentos populares. Ecoamos os nossos gritos, com o ‘ressoar dos atabaques do povo negro; som do maracá de esperança e resistência dos povos indígenas’. Juntemo-nos com todos os povos, tecendo sonhos de justiça e paz na grande teia da solidariedade e gritar: Vida em primeiro lugar.”

Com informações da Cáritas Diocesana de Tubarão e da Rede Brasil Atual.