Coluna dos Comerciários

Confira nossa coluna de hoje (11 de dezembro de 2017) publicada non jornal Notisul:

Sobre as negociações salariais
Como já divulgamos anteriormente, este ano o Sindicato dos Comerciários deu início às tratativas para as negociações coletivas com bastante antecedência.
Nossa primeira proposta, definida em Assembleia Geral, foi enviada ainda em agosto, já com sugestão de horário especial de Natal. Infelizmente, até o momento não houve avanços nas negociações e entramos com ação de dissídio para conseguir o reajuste salarial e manter as cláusulas  da Convenção Coletiva.
Além disso, o patronato já deixou claro que quer retirar da Convenção Coletiva algumas cláusulas de imensa importância, como as listadas a seguir:
  • Redução da gratificação de Quebra de Caixa (de 25% para 15%);
  • Fim do Vale-Compras para o trabalho em feriados em supermercados;
  • Fim do aviso prévio e da dispensa do aviso prévio;
  • Liberada a contratação de mão de obra terceirizada;
  • Fim das negociações sobre horários especiais de funcionamento do comércio;
  • Liberadas as negociações de banco de horas;
  • Abono de falta reduzido a três dias por ano, e voltado apenas para filhos com menos de 14 anos;
  • Fim da multa por descumprimento de trabalho nos feriados;
  • Fim das homologações de rescisões do contrato de trabalho.
Lembramos que no momento a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) está em Dissídio Coletivo e não existe acordo para extensão de horário, logo nenhum trabalhador poder ser obrigado a fazer mais que duas horas extras por dia. Além disso, estas horas extras devem ser pagas; a empresa deve fornecer o lanche durante o regime de horas extras; o intervalo para almoço deve ser o mesmo praticado  anteriormente.
Estes são só alguns dos impactos provocados pela Reforma Trabalhista. Fiquem atentos e não assinem nada sem conhecimento. Em caso de dúvidas, estamos sempre aqui, à disposição.

Para ler no site do jornal Notisul, clique aqui.

 

Confira nossa coluna de hoje (09 de novembro de 2017) no jornal Notisul:

Sobre as negociações coletivas e a necessidade de união

Este ano nós, do Sindicato dos Comerciários, resolvemos nos antecipar e, conversando com os trabalhadores em assembleias gerais, definimos uma proposta de horário especial de Natal que favorecesse também ao trabalhador, o que resolvemos chamar de “horário humanizado de Natal”, visto o abuso e o desrespeito aplicados contra os empregados do comércio nos últimos anos.

Nossa proposta foi encaminhada ao sindicato patronal ainda em agosto, inclusive já com a proposta de horário de Natal. No entanto, tivemos que agendar um encontro no Ministério do Trabalho para só então conseguirmos reunião com o patronal, realizada no dia 25 de outubro. Agora, mesmo após a segunda rodada de negociações, nada aconteceu. Os patrões querem retirar 27 cláusulas da Convenção Coletiva e alterar mais algumas.

A ideia dos empresários é aplicar integralmente o que está estabelecido na Reforma Trabalhista; reduzir a quebra de caixa, que atualmente é de 25%, para apenas 15%; e limitar radicalmente o benefício estendido às mães, que até então podem acompanhar seus filhos em consultas e internação sempre que necessário (jovens de até 18 anos). Os patrões propõem apenas três ausências para acompanhamento de filhos doentes ao ano, no máximo, e para crianças de até 14 anos.

Uma das cláusulas que está na mira dos patrões é a que se refere ao horário de comércio. O sindicato patronal quer retirá-la para poder estabelecer os horários que bem entender.

Quanto ao reajuste salarial, mais problemas: os patrões nem tocam no assunto. Argumentam que querem esperar pela divulgação do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), indicador utilizado como parâmetro para o reajuste de salários.

Neste sábado, 11 novembro, entra em vigor a temível Reforma Trabalhista.

Trabalhador, fique atento. Não assine nada sem conhecimento. Em caso de dúvidas, estamos sempre aqui, à disposição.

Sem a união dos comerciários agora, neste momento, os empresários vão passar com tudo por cima de todos nós, sem piedade. Já temos tão pouco, ainda querem tirar o mínimo do que dispomos.

Segue o link com a coluna, no site do jornal Notisul, aqui.

 

Confira mais uma edição de nossa coluna publicada no jornal Notisul:

Sindicato dos Comerciários propõe «Horário Humanizado de Natal»

Humanização: a palavra do momento. Hoje, quando se trata de lidar com pessoas, é este o termo que salta aos olhos. Humanizar nada mais é que transformar os processos em algo mais empático e humano. O tratamento é feito com respeito e carinho, e as necessidades dos envolvidos são postas em primeiro lugar.

A humanização busca estabelecer um elo entre os envolvidos, seja médico e paciente, professor e aluno, patrão e empregado. É acolher e se interessar mais pelas pessoas e por seus aspectos emocionais.

Na teoria é algo belíssimo de se ver implantado, algo para emocionar, fazer sonhar. Pensando nisso, e tendo em conta as últimas temporadas de fim de ano, sempre massacrantes para os trabalhadores do comércio, propomos um Horário Especial de Natal Humanizado.

Esta decisão foi tomada em conjunto, durante Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 27 de julho e ratificada em 05 de outubro, no Sindicato dos Comerciários de Tubarão e Região.

Pensar no bem estar dos trabalhadores, em sua saúde física e mental também faz parte de nossa lida diária – e deve fazer parte da do patrão também. Confira nossa proposta para o Natal 2017.

 

 

Segue o link com a coluna, aqui.

 

 

Confira agora nossa coluna mensal publicada no jornal Notisul.

Dia 28 de abril: Greve Geral pelos direitos dos trabalhadores!

O que está em execução no Brasil, neste momento, é um “pacote de maldades” sem precedentes em nossa história. É a destruição das leis trabalhistas, o congelamento dos gastos públicos em saúde, educação, saneamento básico, segurança e demais áreas de vital importância à população. É a destruição da Previdência Social. O que está em jogo é a dignidade do povo brasileiro. São seus direitos, seu futuro. E você, vai observar tudo isso e continuar de braços cruzados?

No dia 28 de abril o Brasil vai parar. Neste dia, saia às ruas para defender seus direitos, seu futuro e o futuro de seus filhos e netos. Porque esta paralisação significa muito mais do que um interesse individual. Ela pode definir o destino de todo um país. Não estamos sozinhos, somos milhões e não permitiremos nenhum direito a menos!

Movimentos sociais e sindicais de todo o Brasil vão ocupar as ruas para protestar contra as reformas trabalhistas e Previdenciárias de Michel Temer e contra a terceirização ilimitada. Mais uma vez, vamos denunciar e repudiar a destruição da CLT e a oficialização do trabalho precário e escravo.

Uma das principais bandeiras dos trabalhadores é o repúdio ao PL 4.302, recentemente aprovado na Câmara dos Deputados numa manobra espúria do presidente da casa, Rodrigo Maia, que fragiliza a organização dos trabalhadores e permite a terceirização na atividade fim, condenando os/as trabalhadores/as a “viverem de bico”, sem nenhuma segurança em relação ao trabalho e a direitos básicos, como férias, décimo terceiro, jornada de trabalho, descanso remunerado, horas extras, entre outros direitos fundamentais, conquistados após décadas de lutas.

A falta de informação sobre o cenário do mundo do trabalho pós Reforma da Previdência precisa ser combatida, e a população deve estar ciente sobre o que realmente poderá acontecer. Não se trata de reforma, é a destruição da previdência! E nem se trata apenas da Previdência, é a privatização, a destruição da CLT, o congelamento dos gastos públicos. Este conjunto de ataques à população foi e está sendo cuidadosamente arquitetado há muito tempo.

O governo criou a ideia de que a Previdência está quebrada, o que é uma grande mentira. Além disso, querem convencer que a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) é deficitária. Há dois anos, estávamos em uma situação de pleno emprego. A CLT não impedia o pleno emprego, pelo contrário, era um fator gerador de trabalho e renda. Portanto, converse com seus familiares, vizinhos e colegas de trabalho. Convoque-os. Venha defender seus direitos neste dia 28 de abril!

 

Agora, o Sindicato dos Comerciários conta com uma coluna mensal publicada no jornal Notisul (www.notisul.com.br). Confira nossa coluna de estreia, datada do dia 07 de março de 2017:

Comerciários(as): com êxito das vendas, é hora de colher os frutos

É universal: todo trabalhador que se dedica intensamente espera por uma recompensa. É a ordem natural das coisas: esperamos ser reconhecidos e valorizados por nosso empenho. Ainda que, às vezes, este reconhecimento jamais apareça… Os comerciários de Tubarão são uma categoria admirável. Durante 23 dias do mês de dezembro do último ano trabalharam sem descanso para garantir o lucro do patrão em toda a temporada de vendas natalinas. Foram três domingos trabalhados em sequência. Cansaço, desgaste, desânimo e frustração. Mas chegou a hora da recompensa. Pelo menos se levarmos em consideração o saldo positivo no período de Natal apresentado pela CDL.

De acordo com a imprensa local, o comércio de Tubarão seguiu na contramão do país e registrou crescimento nas vendas de dezembro. A Fecomércio/SC e a Federação das CDLs, através de pesquisa, apontaram que o município de Tubarão “registrou em dezembro do ano passado 2,9% de incremento nas vendas em relação ao ano anterior”.

Ainda de acordo com a mídia local, o presidente da CDL de Tubarão, Luciano Menezes, avalia que, em função da situação econômica do país e do vendaval que atingiu Tubarão no ano passado, existia um clima de pessimismo que acabou não se concretizando. “Nas duas últimas semanas que antecederam o Natal foi registrado o maior incremento nas vendas e o pessimismo deu lugar ao otimismo”.

O empresariado, aparentemente, encontrou motivos de sobra para comemorar. Mas e quanto ao trabalhador, encontrará a mesma motivação em seu reajuste salarial? A conferir.

E cadê nossa recompensa?

Como já sabem os trabalhadores no comércio, o Sindicato dos Comerciários não fechou acordo com o sindicato patronal – tanto por divergências referentes ao reajuste salarial da categoria quanto pelo abusivo horário especial de Natal. Desta maneira, entramos com uma ação de dissídio junto à Justiça do Trabalho, em tramitação.

É importante observar que, quando for concluída a ação do dissídio, o reajuste salarial deverá ser pago com retroativo desde novembro de 2016, incluindo a diferença no 13° salário e nas férias usufruídas no período de novembro até agora, além do cálculo das horas extras.

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