Brasil se une contra os retrocessos do Governo Temer nesta sexta-feira (10)

No dia 11 de novembro, entrará em vigor a Reforma Trabalhista, um dos maiores ataques aos direitos da classe trabalhadora na história do Brasil. Para combater e denunciar os retrocessos feitos pelo governo golpista de Michel Temer, nesta sexta-feira (10) diversas mobilizações acontecerão em todo o país.

Em Santa Catarina, ações estão sendo organizadas em algumas regiões do Estado para protestar contra a retirada de direitos. O Dia Nacional de Paralisação está sendo chamado pela CUT, Frente Brasil Popular, Fórum de Lutas e demais centrais sindicais para lutar em defesa dos direitos, pela revogação da Reforma Trabalhista, contra o desmonte da Previdência e pela anulação da portaria que diminui a fiscalização sobre o trabalho escravo.

Em Florianópolis, um grande ato acontecerá a partir das 16h, com concentração no Ticen, no centro da capital, com a participação do movimento sindical de diversas regionais de SC e de grupos de luta. Para chamar a classe trabalhadora para se juntar à mobilização de sexta-feira (10), durante esta quarta (8) e quinta-feira (9) serão distribuídos materiais de divulgação do ato.

Na sexta-feira, na capital catarinense também serão recolhidas assinaturas em apoio ao projeto de lei de iniciativa popular para anular os efeitos da reforma trabalhista.  As tendas para coletar as assinaturas serão instaladas a partir das 9h, no largo da catedral, e também ao meio-dia, no largo do Mercado Municipal.

Em Chapecó, os movimentos sindical, popular e estudantil estão organizando algumas atividades de denúncia contra a Reforma Trabalhista para dialogar com os trabalhadores e chamar a atenção para os retrocessos da nova lei. Serão distribuídos materiais durante todo o dia explicando os efeitos da reforma na vida dos trabalhadores e denunciando os deputados e senadores que votaram a favor. O ato maior será um “faixaço” em frente à BRF/Sadia, com concentração marcada para as 13h.

Em Lages, os sindicatos e entidades também estão organizando alguns atos de mobilização e paralisação em pontos importantes do município para chamar a atenção dos trabalhadores contra o desmonte do Governo Temer.

O Dia Nacional de Paralisação ocorre um dia antes de a nova lei trabalhista (nº 13.467/17) entrar em vigor, uma reforma que modificará mais de 100 pontos da CLT, retirando diversos direitos do trabalhador, possibilitando o aumento da jornada de trabalho e a diminuição dos salários, dificultando o acesso à Justiça do Trabalho, limitando a liberdade de expressão dos trabalhadores e enfraquecendo os sindicatos. Outro ponto da reforma que precariza as condições trabalho é a terceirização, que além da instabilidade no emprego, traz redução do salário e aumento da jornada de trabalho, sem direito a conquistas como 13º, férias e fundo de garantia.

A presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, lembra que a luta da CUT e do movimento sindical para combater os retrocessos feitos por Temer já acontecem há muito tempo “Esse é apenas mais um ato para chamar a atenção da população para o desmonte de direitos, mas a nossa luta é diária. Diversas ações e mobilizações já foram feitas desde que esse governo ilegítimo assumiu o poder e mesmo com a Reforma Trabalhista entrando em vigor não vamos deixar de resistir para conseguir revogá-la e proteger os direitos dos trabalhadores”.

A presidenta lembrou da campanha da CUT, que está acontecendo em todo país, para recolher assinaturas para um abaixo-assinado e anular os efeitos da Reforma Trabalhista. Assim que forem recolhidas 1,3 milhão de assinaturas, o projeto de lei de iniciativa popular será protocolado na Câmara de Deputados. “Além de ser uma ferramenta importante para tentar barrar a reforma, também está sendo um momento essencial para dialogar com os trabalhadores e explicar o quanto isso irá afetar na vida deles”.

 

(Fonte: Comunicação CUT/SC)

30 de outubro: Dia dos Comerciários

Comerciárias e comerciários: cidadãos indispensáveis para o pleno funcionamento das engrenagens do desenvolvimento. Sempre presentes e disponíveis para servir, orientar e auxiliar, muitas vezes escondendo a dor, a falta de tempo e a tristeza por trás de um sorriso.
Estes trabalhadores já lutaram muito por seus direitos, mas ainda há muito a ser feito para que encontrem dignidade e respeito.
A luta destes homens e mulheres por melhores salários, condições de trabalho e de vida é diária, cansativa e muitas vezes ingrata. E é por eles que estamos aqui, é por todos eles que continuamos na busca por reconhecimento e justiça.

Comerciárias e comerciários, parabéns pelo seu dia.

 

Costelada dos Comerciários: a festa é de vocês!

Chegamos à nossa 11ª edição da Costelada dos Comerciários esbanjando vitalidade, reunindo amigos e promovendo a união da categoria.

Mais uma vez, a boa comida, a música e a animação das mais de 500 pessoas presentes deram o tom neste belo domingo.

Agradecemos a presença de todos que, junto conosco, fazem parte de nossa trajetória.

Quer conferir mais fotos? Visite nossa fanpage, no Facebook!

 

Deu na imprensa: Horário de Natal gera impasse no comércio

(matéria publicada no jornal Notisul do dia 30 de outubro de 2017)

Apesar de ainda ser outubro, o clima natalino já ‘bate na porta’. Ainda tímidas, as decorações e opções decorativas começam a aparecer nas lojas, enfeitando as vitrines e anunciando a chegada do final de mais um ano. E com esse clima, um embate ‘antigo e clássico’ também inicia na cidade polo do comércio da Amurel. Todos os anos ocorre um impasse entre comerciários e os patrões nos meses que antecedem o Natal para definir o horário especial de atendimento no comércio de Tubarão.

Este ano, o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Tubarão e Região divulgou a proposta do “horário humanizado de Natal”. A decisão tomada em conjunto, durante Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 27 de julho e ratificada no último dia 5 deste mês, propõe que o horário especial inicie no dia 7 de dezembro, das 9 às 20h. Nos sábados, abra das 9 às 17h e, no domingo, das 16 às 22h. Na semana de 11 a 15 de dezembro, o horário seria das 9 às 21h e, de 18 a 22, das 9 às 22h. No sábado do dia 23 o comércio ficaria aberto das 9 às 17h, e no domingo, véspera de Natal, assim como no dia 25, estaria fechado, para ser reaberto no dia 26, a partir das 13h30.

A proposta foi apresentada em uma reunião com o Sindicato do Comércio e Atacadista de Tubarão e Região (Sindilojas) na última semana, mas nada foi definido. “Não avançou em nada, não quiseram conversar sobre reajuste salarial. Só quiseram excluir e alterar várias cláusulas de convenção coletiva. Cláusulas históricas, como horário do comércio. Querem excluir o quebra de caixa que temos 25% do piso, querem baixar para 10%. Teremos bastante dificuldade na negociação deste ano, infelizmente”, afirma o presidente do Sindicato dos Comerciários, Rodrigo Pickler.

O presidente do Sindilojas Harrison Marcon conta que a situação está sendo avaliada e até o momento nada foi definido. Uma nova reunião está marcada para quarta-feira entre os representantes das classes patronal e trabalhista.

 

Sindicato dos Comerciários propõe «Horário Humanizado de Natal»

Humanização: a palavra do momento. Hoje, quando se trata de lidar com pessoas, é este o termo que salta aos olhos. Humanizar nada mais é que transformar os processos em algo mais empático e humano. O tratamento é feito com respeito e carinho, e as necessidades dos envolvidos são postas em primeiro lugar.

A humanização busca estabelecer um elo entre os envolvidos, seja médico e paciente, professor e aluno, patrão e empregado. É acolher e se interessar mais pelas pessoas e por seus aspectos emocionais.

Na teoria é algo belíssimo de se ver implantado, algo para emocionar, fazer sonhar. Pensando nisso, e tendo em conta as últimas temporadas de fim de ano, sempre massacrantes para os trabalhadores do comércio, propomos um Horário Especial de Natal Humanizado.

Esta decisão foi tomada em conjunto, durante Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 27 de julho e ratificada em 05 de outubro, no Sindicato dos Comerciários de Tubarão e Região.

Pensar no bem estar dos trabalhadores, em sua saúde física e mental também faz parte de nossa lida diária – e deve fazer parte da do patrão também. Confira nossa proposta para o Natal 2017.

 

[Artigo] Risco de golpe militar no Brasil: nada é tão ruim que não possa piorar

(Por José Álvaro de Lima Cardoso, economista do DIEESE)


O Brasil acabou de sofrer mais um golpe, com o envolvimento de todos os poderes da República, a grande imprensa e o chamado Dinheiro. Golpe com decisiva influência do imperialismo norte-americano, a principal força da coalizão que atropelou a Constituição em 2016. Uma das possibilidades colocadas no intrincado xadrez conjuntural atual é a possibilidade de um golpe militar, deslocando ainda mais à direita o atual processo político. Para nós trabalhadores este é um debate crucial, pois sabemos o que representam na história do Brasil (e América Latina) os golpes militares. Não só para direitos trabalhistas e políticos, como para a própria vida dos patriotas e democratas, em geral. À exemplo de 1964 um golpe militar neste momento seria dado a serviço do imperialismo e contra as organizações populares. É ilusão imaginar que haveria golpe militar com características nacionalistas, seria um golpe contra o povo e contra o país. 


Quais são as probabilidades de desfecho de um golpe militar no Brasil na atual conjuntura? Existe um aspecto que não fecha na equação golpista, que é o fato de que um candidato de esquerda estar na frente nas pesquisas de intenção de votos, com chance real de vitória nas eleições de 2018. Se espera, inclusive, que as chances de vitória da esquerda estarão maiores ainda em 2018, visto que o saco de maldades colocado em ação pelos golpistas estará ainda mais evidenciado, em estágio mais avançado, como a destruição da CLT, congelamento de gastos sociais por 20 anos (Emenda da Morte), liquidação do patrimônio público, desmonte da Petrobrás, entrega do pré-sal, desmonte da Seguridade Social e os demais ataques a 99% da população. 


Outro dado concreto, que é essencial: setores das forças armadas já disseram que não só pensam em dar um golpe caso “as coisas saiam de controle”, como já têm um plano elaborado. O General Mourão, há alguns dias, em palestra numa loja maçônica, que aparentemente vazou na internet, disse que as forças armadas têm um plano montado de intervenção militar, caso se faça necessário. Não foi uma fala cautelosa ou protocolar: disse com todas as letras que dispõem de um plano que irão executar se for necessário. Para o militar, um general de quatro estrelas, diante de uma determinada situação de “iminência do caos”, as Forças Armadas interviriam para restituir a ordem no país.

Divulgada essa fala do general, vários outros militares deram declarações, ou em apoio explícito ao militar, ou em relativização do que foi dito, como no caso do Ministro do Exército. Que tipo de situação significaria o “caos” para os militares é uma definição que só eles sabem o que significa. Por exemplo, um candidato do campo da esquerda ser o preferido nas intenções de votos pode ser interpretado como uma situação de caos. O que não seria nenhuma surpresa, dada a posição conservadora em geral das forças armadas, e do general mencionado em particular. 


Frente aos indícios de golpe militar, ainda que estes fossem muito fracos (e não são), não tem sentido simplesmente negar que haja a possibilidade de sua concretização. Essa é uma posição extremamente ingênua, que desconhece a própria história do Brasil e da América do Sul. Os militares, especialmente nas últimas décadas, sempre tiveram muito poder no controle do regime político. Negar a possibilidade de golpe militar é especialmente grave porque isso representa risco real de mortes, prisões e tortura de pessoas. 


A negação pura e simples do golpe tapa também os olhos para o fato de que as Forças Armadas apoiaram o golpe em 2016. Na melhor das hipóteses os militares foram consultados e consentiram com o golpe no ano passado. Mas a hipótese mais provável é que tenham participado das articulações golpistas. Caso contrário, já teriam se posicionado em relação a um conjunto de ações que ferem dramaticamente a soberania nacional como a entrega do pré-sal, a inviabilização do projeto de fabricação do submarino à propulsão nuclear, fundamental para proteger a Amazônia Azul, prisão do vice-almirante Othon Silva, a tentativa de vender terras a estrangeiros, e assim por diante. 


Na prática não faz sentido ficar polemizando se haverá ou não golpe militar no Brasil. É como se, no interior de uma família residente num centro urbano do Brasil, houvesse uma divergência entre os seus membros se a casa correria o risco de ser assaltada ou não. A discussão ficaria ainda mais estranha se a casa já tivesse sido assaltada algumas vezes. Independentemente do grau de risco, ou de quem está mais certo ou mais errado, se já aconteceu antes e há algum perigo de assalto, as medidas preventivas devem ser tomadas, esperando-se o pior. 


Se os militares de alta patente ficarem fazendo declarações desse tipo e não houverem protestos incisivos das organizações sociais e sindicatos, se os protestos se limitarem a um ou outro discurso no Congresso Nacional, a tendência é irem elevando o tom, e medindo a reação da sociedade. Ninguém sabe se o golpe ira se concretizar. Mesmo porque a existência do plano não significa a garantia de sua implementação. Inclusive porque, em qualquer plano complexo se deve levar em conta inúmeras variáveis complexas, como é o caso de uma ação desse tipo. Num plano desse tipo têm que ser organizados planos de contingência. 


Golpes nem sempre são exitosos, podem ser derrotados, por isso vale a pena encaminhar ações preventivas. Por exemplo, em 2016 a tentativa de um golpe na Turquia foi derrotada pelo governo e pelas forças sociais daquele pais. É uma questão de correlação de forças, que podem ser alteradas a partir de ações vigorosas e inteligentes. O que não faz sentido é ficar discutindo indefinidamente a possibilidade de um golpe e ficar aguardando o seu desfecho. Temos que denunciar o risco, que é real, e mobilizar as forças sociais para evitar que aconteça. 

Piso salarial: confira aqui o seu

Sabe o quanto você DEVE receber ao final de cada mês? O patrão mantém seus rendimentos atualizados? Confira aqui os valores do piso salarial dos trabalhadores no comércio na região de Tubarão e todas as subcategorias:

 

Neste dia 05 de outubro, Assembleia Geral!

Nos dias 24, 25 e 26 de julho realizamos assembleias de retirada de pauta para convenção Coletiva de Trabalho 2017/2018. Junto aos trabalhadores, discutimos reajuste salarial, calendário de Natal, contribuição para manutenção do sindicato e outros pontos pertinentes à Convenção Coletiva.
Em 02 de agosto entregamos nossa pauta de reivindicação aos sindicatos patronais, Sindilojas, Sincodiv/SC e SindiÓtica. Até o momento não tivemos nenhuma resposta .
As assembleias foram realizadas mais cedo este ano para possibilitar um período de tempo maior para as negociações. No entanto, os empresários, que sempre sugeriram iniciar as negociações mais cedo, aparentemente não estão preocupados. Será um efeito da Reforma Trabalhista, que entra em vigor a partir de 11 de novembro?

Portanto, convidamos você, trabalhador(a), a participar de nossa Assembleia Geral Extraordinária, que acontece na próxima quinta-feira, 05 de outubro, na sede do sindicato, em Tubarão, a partir das 12h30. Compareça!

Anular a reforma trabalhista em defesa dos trabalhadores

Desde que foi lançada no dia 7 de setembro pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), a campanha de arrecadação de assinaturas para a apresentação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular (Plip) que revoga a reforma trabalhista tem tomado as ruas do Brasil.

A Reforma Trabalhista, Lei 13.467/2017, aprovada pela base parlamentar que apoia o Governo de Michel Temer na Câmara e no Senado, é um verdadeiro ataque aos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores brasileiros.

Para combatê-la, a CUT vai colher assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular com intuito de anular essa reforma e seus malefícios.

 

Mobilização para garantir 1,3 milhão de assinaturas

Aprovada na 15ª Plenária Nacional/Congresso Extraordinário da CUT, realizado de 28 a 31 de agosto, em São Paulo, o objetivo é colher até o dia 31 de outubro mais de 1,3 milhão de assinaturas, que representa 1% do eleitorado brasileiro.

Depois, as listas de assinaturas serão protocoladas na Câmara dos Deputados antes da entrada em vigor da reforma trabalhista, no dia 11 de novembro. O passo seguinte será pressionar os parlamentares a votarem esse projeto de iniciativa popular, que anula essas duas leis do governo Temer que acaba com inúmeros direitos trabalhistas.

A CUT disponibilizou um kit de coleta de assinaturas, contendo o formulário do projeto de lei, arte para banner e adesivos e uma cartilha com orientações para o preenchimento correto das listas. Esses materiais também estão disponíveis no endereço eletrônico anulareforma.cut.org.br

 

 “Em defesa da classe trabalhadora, anula a reforma trabalhista!”

Prepare-se para mais uma edição da Costelada dos Comerciários!

Convidamos você para celebrar o Dia do Comerciário (30 de outubro) conosco, em nossa 11ª edição da Costelada dos Comerciários.
Venha saborear uma deliciosa costela assada no fogo de chão e se divertir com muita música e descontração.
Participe, divirta-se e contribua para fortalecer ainda mais nosso sindicato.
Data: 29 de outubro (domingo)
Horário: a partir das 11h
Local: Águia Futebol Clube, Estrada Geral da Guarda MD, Tubarão/SC.

Lembramos que as camisetas estão disponíveis para os sócios a partir do dia 25 de setembro!