Jornada Continental pela Democracia e contra o Liberalismo

De quinta-feira (dia 16) até este sábado (18 de novembro) nós, do Sindicato dos Comerciários, participamos da Jornada Continental pela Democracia e contra o Liberalismo, que acontece em Montevidéu, no Uruguai. Neste evento o sindicato está sendo representado pela diretora Girlaine Máximo.

O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, explica que a proposta do evento é fazer um balanço, traçar perspectivas, tentar caminhar para uma realidade melhor do que a atual e fazer o combate do futuro.

Atenção, trabalhadores: com Reforma Trabalhista, o momento é de cautela

No último sábado, 11 novembro, entrou em vigor a temível Reforma Trabalhista. A mudança enterrou diversos direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Patrocinada pelo governo golpista de Michel Temer, a reforma tem como principal objetivo reduzir os direitos trabalhistas e, consequentemente, diminuir, também, os custos para os empresários.

Trabalhador, fique atento. Não assine nada sem conhecimento, nem documento, nem as tão conhecidas «cartinhas». Em caso de dúvidas, estamos sempre aqui, à disposição.

Sem a união dos comerciários agora, neste momento, os empresários vão passar com tudo por cima de todos nós, sem piedade. Já temos tão pouco, ainda querem tirar o mínimo do que dispomos.

 

AGENDE-SE: do dia 27 de novembro ao dia 1º de dezembro nosso departamento jurídico estará à disposição dos trabalhadores das 18h30 às 21 horas, na sede do sindicato, em Tubarão, para esclarecer qualquer dúvida sobre a Reforma Trabalhista.

 

 

Coluna dos Comerciários

Confira nossa coluna de hoje (09 de novembro de 2017) no jornal Notisul:

Sobre as negociações coletivas e a necessidade de união

Este ano nós, do Sindicato dos Comerciários, resolvemos nos antecipar e, conversando com os trabalhadores em assembleias gerais, definimos uma proposta de horário especial de Natal que favorecesse também ao trabalhador, o que resolvemos chamar de “horário humanizado de Natal”, visto o abuso e o desrespeito aplicados contra os empregados do comércio nos últimos anos.

Nossa proposta foi encaminhada ao sindicato patronal ainda em agosto, inclusive já com a proposta de horário de Natal. No entanto, tivemos que agendar um encontro no Ministério do Trabalho para só então conseguirmos reunião com o patronal, realizada no dia 25 de outubro. Agora, mesmo após a segunda rodada de negociações, nada aconteceu. Os patrões querem retirar 27 cláusulas da Convenção Coletiva e alterar mais algumas.

A ideia dos empresários é aplicar integralmente o que está estabelecido na Reforma Trabalhista; reduzir a quebra de caixa, que atualmente é de 25%, para apenas 15%; e limitar radicalmente o benefício estendido às mães, que até então podem acompanhar seus filhos em consultas e internação sempre que necessário (jovens de até 18 anos). Os patrões propõem apenas três ausências para acompanhamento de filhos doentes ao ano, no máximo, e para crianças de até 14 anos.

Uma das cláusulas que está na mira dos patrões é a que se refere ao horário de comércio. O sindicato patronal quer retirá-la para poder estabelecer os horários que bem entender.

Quanto ao reajuste salarial, mais problemas: os patrões nem tocam no assunto. Argumentam que querem esperar pela divulgação do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), indicador utilizado como parâmetro para o reajuste de salários.

Neste sábado, 11 novembro, entra em vigor a temível Reforma Trabalhista.

Trabalhador, fique atento. Não assine nada sem conhecimento. Em caso de dúvidas, estamos sempre aqui, à disposição.

Sem a união dos comerciários agora, neste momento, os empresários vão passar com tudo por cima de todos nós, sem piedade. Já temos tão pouco, ainda querem tirar o mínimo do que dispomos.

Segue o link com a coluna, no site do jornal Notisul, aqui.

 

Confira mais uma edição de nossa coluna publicada no jornal Notisul:

Sindicato dos Comerciários propõe «Horário Humanizado de Natal»

Humanização: a palavra do momento. Hoje, quando se trata de lidar com pessoas, é este o termo que salta aos olhos. Humanizar nada mais é que transformar os processos em algo mais empático e humano. O tratamento é feito com respeito e carinho, e as necessidades dos envolvidos são postas em primeiro lugar.

A humanização busca estabelecer um elo entre os envolvidos, seja médico e paciente, professor e aluno, patrão e empregado. É acolher e se interessar mais pelas pessoas e por seus aspectos emocionais.

Na teoria é algo belíssimo de se ver implantado, algo para emocionar, fazer sonhar. Pensando nisso, e tendo em conta as últimas temporadas de fim de ano, sempre massacrantes para os trabalhadores do comércio, propomos um Horário Especial de Natal Humanizado.

Esta decisão foi tomada em conjunto, durante Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 27 de julho e ratificada em 05 de outubro, no Sindicato dos Comerciários de Tubarão e Região.

Pensar no bem estar dos trabalhadores, em sua saúde física e mental também faz parte de nossa lida diária – e deve fazer parte da do patrão também. Confira nossa proposta para o Natal 2017.

 

 

Segue o link com a coluna, aqui.

 

 

Confira agora nossa coluna mensal publicada no jornal Notisul.

Dia 28 de abril: Greve Geral pelos direitos dos trabalhadores!

O que está em execução no Brasil, neste momento, é um “pacote de maldades” sem precedentes em nossa história. É a destruição das leis trabalhistas, o congelamento dos gastos públicos em saúde, educação, saneamento básico, segurança e demais áreas de vital importância à população. É a destruição da Previdência Social. O que está em jogo é a dignidade do povo brasileiro. São seus direitos, seu futuro. E você, vai observar tudo isso e continuar de braços cruzados?

No dia 28 de abril o Brasil vai parar. Neste dia, saia às ruas para defender seus direitos, seu futuro e o futuro de seus filhos e netos. Porque esta paralisação significa muito mais do que um interesse individual. Ela pode definir o destino de todo um país. Não estamos sozinhos, somos milhões e não permitiremos nenhum direito a menos!

Movimentos sociais e sindicais de todo o Brasil vão ocupar as ruas para protestar contra as reformas trabalhistas e Previdenciárias de Michel Temer e contra a terceirização ilimitada. Mais uma vez, vamos denunciar e repudiar a destruição da CLT e a oficialização do trabalho precário e escravo.

Uma das principais bandeiras dos trabalhadores é o repúdio ao PL 4.302, recentemente aprovado na Câmara dos Deputados numa manobra espúria do presidente da casa, Rodrigo Maia, que fragiliza a organização dos trabalhadores e permite a terceirização na atividade fim, condenando os/as trabalhadores/as a “viverem de bico”, sem nenhuma segurança em relação ao trabalho e a direitos básicos, como férias, décimo terceiro, jornada de trabalho, descanso remunerado, horas extras, entre outros direitos fundamentais, conquistados após décadas de lutas.

A falta de informação sobre o cenário do mundo do trabalho pós Reforma da Previdência precisa ser combatida, e a população deve estar ciente sobre o que realmente poderá acontecer. Não se trata de reforma, é a destruição da previdência! E nem se trata apenas da Previdência, é a privatização, a destruição da CLT, o congelamento dos gastos públicos. Este conjunto de ataques à população foi e está sendo cuidadosamente arquitetado há muito tempo.

O governo criou a ideia de que a Previdência está quebrada, o que é uma grande mentira. Além disso, querem convencer que a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) é deficitária. Há dois anos, estávamos em uma situação de pleno emprego. A CLT não impedia o pleno emprego, pelo contrário, era um fator gerador de trabalho e renda. Portanto, converse com seus familiares, vizinhos e colegas de trabalho. Convoque-os. Venha defender seus direitos neste dia 28 de abril!

 

Agora, o Sindicato dos Comerciários conta com uma coluna mensal publicada no jornal Notisul (www.notisul.com.br). Confira nossa coluna de estreia, datada do dia 07 de março de 2017:

Comerciários(as): com êxito das vendas, é hora de colher os frutos

É universal: todo trabalhador que se dedica intensamente espera por uma recompensa. É a ordem natural das coisas: esperamos ser reconhecidos e valorizados por nosso empenho. Ainda que, às vezes, este reconhecimento jamais apareça… Os comerciários de Tubarão são uma categoria admirável. Durante 23 dias do mês de dezembro do último ano trabalharam sem descanso para garantir o lucro do patrão em toda a temporada de vendas natalinas. Foram três domingos trabalhados em sequência. Cansaço, desgaste, desânimo e frustração. Mas chegou a hora da recompensa. Pelo menos se levarmos em consideração o saldo positivo no período de Natal apresentado pela CDL.

De acordo com a imprensa local, o comércio de Tubarão seguiu na contramão do país e registrou crescimento nas vendas de dezembro. A Fecomércio/SC e a Federação das CDLs, através de pesquisa, apontaram que o município de Tubarão “registrou em dezembro do ano passado 2,9% de incremento nas vendas em relação ao ano anterior”.

Ainda de acordo com a mídia local, o presidente da CDL de Tubarão, Luciano Menezes, avalia que, em função da situação econômica do país e do vendaval que atingiu Tubarão no ano passado, existia um clima de pessimismo que acabou não se concretizando. “Nas duas últimas semanas que antecederam o Natal foi registrado o maior incremento nas vendas e o pessimismo deu lugar ao otimismo”.

O empresariado, aparentemente, encontrou motivos de sobra para comemorar. Mas e quanto ao trabalhador, encontrará a mesma motivação em seu reajuste salarial? A conferir.

E cadê nossa recompensa?

Como já sabem os trabalhadores no comércio, o Sindicato dos Comerciários não fechou acordo com o sindicato patronal – tanto por divergências referentes ao reajuste salarial da categoria quanto pelo abusivo horário especial de Natal. Desta maneira, entramos com uma ação de dissídio junto à Justiça do Trabalho, em tramitação.

É importante observar que, quando for concluída a ação do dissídio, o reajuste salarial deverá ser pago com retroativo desde novembro de 2016, incluindo a diferença no 13° salário e nas férias usufruídas no período de novembro até agora, além do cálculo das horas extras.

Brasil se une contra os retrocessos do Governo Temer nesta sexta-feira (10)

No dia 11 de novembro, entrará em vigor a Reforma Trabalhista, um dos maiores ataques aos direitos da classe trabalhadora na história do Brasil. Para combater e denunciar os retrocessos feitos pelo governo golpista de Michel Temer, nesta sexta-feira (10) diversas mobilizações acontecerão em todo o país.

Em Santa Catarina, ações estão sendo organizadas em algumas regiões do Estado para protestar contra a retirada de direitos. O Dia Nacional de Paralisação está sendo chamado pela CUT, Frente Brasil Popular, Fórum de Lutas e demais centrais sindicais para lutar em defesa dos direitos, pela revogação da Reforma Trabalhista, contra o desmonte da Previdência e pela anulação da portaria que diminui a fiscalização sobre o trabalho escravo.

Em Florianópolis, um grande ato acontecerá a partir das 16h, com concentração no Ticen, no centro da capital, com a participação do movimento sindical de diversas regionais de SC e de grupos de luta. Para chamar a classe trabalhadora para se juntar à mobilização de sexta-feira (10), durante esta quarta (8) e quinta-feira (9) serão distribuídos materiais de divulgação do ato.

Na sexta-feira, na capital catarinense também serão recolhidas assinaturas em apoio ao projeto de lei de iniciativa popular para anular os efeitos da reforma trabalhista.  As tendas para coletar as assinaturas serão instaladas a partir das 9h, no largo da catedral, e também ao meio-dia, no largo do Mercado Municipal.

Em Chapecó, os movimentos sindical, popular e estudantil estão organizando algumas atividades de denúncia contra a Reforma Trabalhista para dialogar com os trabalhadores e chamar a atenção para os retrocessos da nova lei. Serão distribuídos materiais durante todo o dia explicando os efeitos da reforma na vida dos trabalhadores e denunciando os deputados e senadores que votaram a favor. O ato maior será um “faixaço” em frente à BRF/Sadia, com concentração marcada para as 13h.

Em Lages, os sindicatos e entidades também estão organizando alguns atos de mobilização e paralisação em pontos importantes do município para chamar a atenção dos trabalhadores contra o desmonte do Governo Temer.

O Dia Nacional de Paralisação ocorre um dia antes de a nova lei trabalhista (nº 13.467/17) entrar em vigor, uma reforma que modificará mais de 100 pontos da CLT, retirando diversos direitos do trabalhador, possibilitando o aumento da jornada de trabalho e a diminuição dos salários, dificultando o acesso à Justiça do Trabalho, limitando a liberdade de expressão dos trabalhadores e enfraquecendo os sindicatos. Outro ponto da reforma que precariza as condições trabalho é a terceirização, que além da instabilidade no emprego, traz redução do salário e aumento da jornada de trabalho, sem direito a conquistas como 13º, férias e fundo de garantia.

A presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, lembra que a luta da CUT e do movimento sindical para combater os retrocessos feitos por Temer já acontecem há muito tempo “Esse é apenas mais um ato para chamar a atenção da população para o desmonte de direitos, mas a nossa luta é diária. Diversas ações e mobilizações já foram feitas desde que esse governo ilegítimo assumiu o poder e mesmo com a Reforma Trabalhista entrando em vigor não vamos deixar de resistir para conseguir revogá-la e proteger os direitos dos trabalhadores”.

A presidenta lembrou da campanha da CUT, que está acontecendo em todo país, para recolher assinaturas para um abaixo-assinado e anular os efeitos da Reforma Trabalhista. Assim que forem recolhidas 1,3 milhão de assinaturas, o projeto de lei de iniciativa popular será protocolado na Câmara de Deputados. “Além de ser uma ferramenta importante para tentar barrar a reforma, também está sendo um momento essencial para dialogar com os trabalhadores e explicar o quanto isso irá afetar na vida deles”.

 

(Fonte: Comunicação CUT/SC)

30 de outubro: Dia dos Comerciários

Comerciárias e comerciários: cidadãos indispensáveis para o pleno funcionamento das engrenagens do desenvolvimento. Sempre presentes e disponíveis para servir, orientar e auxiliar, muitas vezes escondendo a dor, a falta de tempo e a tristeza por trás de um sorriso.
Estes trabalhadores já lutaram muito por seus direitos, mas ainda há muito a ser feito para que encontrem dignidade e respeito.
A luta destes homens e mulheres por melhores salários, condições de trabalho e de vida é diária, cansativa e muitas vezes ingrata. E é por eles que estamos aqui, é por todos eles que continuamos na busca por reconhecimento e justiça.

Comerciárias e comerciários, parabéns pelo seu dia.

 

Costelada dos Comerciários: a festa é de vocês!

Chegamos à nossa 11ª edição da Costelada dos Comerciários esbanjando vitalidade, reunindo amigos e promovendo a união da categoria.

Mais uma vez, a boa comida, a música e a animação das mais de 500 pessoas presentes deram o tom neste belo domingo.

Agradecemos a presença de todos que, junto conosco, fazem parte de nossa trajetória.

Quer conferir mais fotos? Visite nossa fanpage, no Facebook!

 

Deu na imprensa: Horário de Natal gera impasse no comércio

(matéria publicada no jornal Notisul do dia 30 de outubro de 2017)

Apesar de ainda ser outubro, o clima natalino já ‘bate na porta’. Ainda tímidas, as decorações e opções decorativas começam a aparecer nas lojas, enfeitando as vitrines e anunciando a chegada do final de mais um ano. E com esse clima, um embate ‘antigo e clássico’ também inicia na cidade polo do comércio da Amurel. Todos os anos ocorre um impasse entre comerciários e os patrões nos meses que antecedem o Natal para definir o horário especial de atendimento no comércio de Tubarão.

Este ano, o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Tubarão e Região divulgou a proposta do “horário humanizado de Natal”. A decisão tomada em conjunto, durante Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 27 de julho e ratificada no último dia 5 deste mês, propõe que o horário especial inicie no dia 7 de dezembro, das 9 às 20h. Nos sábados, abra das 9 às 17h e, no domingo, das 16 às 22h. Na semana de 11 a 15 de dezembro, o horário seria das 9 às 21h e, de 18 a 22, das 9 às 22h. No sábado do dia 23 o comércio ficaria aberto das 9 às 17h, e no domingo, véspera de Natal, assim como no dia 25, estaria fechado, para ser reaberto no dia 26, a partir das 13h30.

A proposta foi apresentada em uma reunião com o Sindicato do Comércio e Atacadista de Tubarão e Região (Sindilojas) na última semana, mas nada foi definido. “Não avançou em nada, não quiseram conversar sobre reajuste salarial. Só quiseram excluir e alterar várias cláusulas de convenção coletiva. Cláusulas históricas, como horário do comércio. Querem excluir o quebra de caixa que temos 25% do piso, querem baixar para 10%. Teremos bastante dificuldade na negociação deste ano, infelizmente”, afirma o presidente do Sindicato dos Comerciários, Rodrigo Pickler.

O presidente do Sindilojas Harrison Marcon conta que a situação está sendo avaliada e até o momento nada foi definido. Uma nova reunião está marcada para quarta-feira entre os representantes das classes patronal e trabalhista.

 

Sindicato dos Comerciários propõe «Horário Humanizado de Natal»

Humanização: a palavra do momento. Hoje, quando se trata de lidar com pessoas, é este o termo que salta aos olhos. Humanizar nada mais é que transformar os processos em algo mais empático e humano. O tratamento é feito com respeito e carinho, e as necessidades dos envolvidos são postas em primeiro lugar.

A humanização busca estabelecer um elo entre os envolvidos, seja médico e paciente, professor e aluno, patrão e empregado. É acolher e se interessar mais pelas pessoas e por seus aspectos emocionais.

Na teoria é algo belíssimo de se ver implantado, algo para emocionar, fazer sonhar. Pensando nisso, e tendo em conta as últimas temporadas de fim de ano, sempre massacrantes para os trabalhadores do comércio, propomos um Horário Especial de Natal Humanizado.

Esta decisão foi tomada em conjunto, durante Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 27 de julho e ratificada em 05 de outubro, no Sindicato dos Comerciários de Tubarão e Região.

Pensar no bem estar dos trabalhadores, em sua saúde física e mental também faz parte de nossa lida diária – e deve fazer parte da do patrão também. Confira nossa proposta para o Natal 2017.

 

[Artigo] Risco de golpe militar no Brasil: nada é tão ruim que não possa piorar

(Por José Álvaro de Lima Cardoso, economista do DIEESE)


O Brasil acabou de sofrer mais um golpe, com o envolvimento de todos os poderes da República, a grande imprensa e o chamado Dinheiro. Golpe com decisiva influência do imperialismo norte-americano, a principal força da coalizão que atropelou a Constituição em 2016. Uma das possibilidades colocadas no intrincado xadrez conjuntural atual é a possibilidade de um golpe militar, deslocando ainda mais à direita o atual processo político. Para nós trabalhadores este é um debate crucial, pois sabemos o que representam na história do Brasil (e América Latina) os golpes militares. Não só para direitos trabalhistas e políticos, como para a própria vida dos patriotas e democratas, em geral. À exemplo de 1964 um golpe militar neste momento seria dado a serviço do imperialismo e contra as organizações populares. É ilusão imaginar que haveria golpe militar com características nacionalistas, seria um golpe contra o povo e contra o país. 


Quais são as probabilidades de desfecho de um golpe militar no Brasil na atual conjuntura? Existe um aspecto que não fecha na equação golpista, que é o fato de que um candidato de esquerda estar na frente nas pesquisas de intenção de votos, com chance real de vitória nas eleições de 2018. Se espera, inclusive, que as chances de vitória da esquerda estarão maiores ainda em 2018, visto que o saco de maldades colocado em ação pelos golpistas estará ainda mais evidenciado, em estágio mais avançado, como a destruição da CLT, congelamento de gastos sociais por 20 anos (Emenda da Morte), liquidação do patrimônio público, desmonte da Petrobrás, entrega do pré-sal, desmonte da Seguridade Social e os demais ataques a 99% da população. 


Outro dado concreto, que é essencial: setores das forças armadas já disseram que não só pensam em dar um golpe caso “as coisas saiam de controle”, como já têm um plano elaborado. O General Mourão, há alguns dias, em palestra numa loja maçônica, que aparentemente vazou na internet, disse que as forças armadas têm um plano montado de intervenção militar, caso se faça necessário. Não foi uma fala cautelosa ou protocolar: disse com todas as letras que dispõem de um plano que irão executar se for necessário. Para o militar, um general de quatro estrelas, diante de uma determinada situação de “iminência do caos”, as Forças Armadas interviriam para restituir a ordem no país.

Divulgada essa fala do general, vários outros militares deram declarações, ou em apoio explícito ao militar, ou em relativização do que foi dito, como no caso do Ministro do Exército. Que tipo de situação significaria o “caos” para os militares é uma definição que só eles sabem o que significa. Por exemplo, um candidato do campo da esquerda ser o preferido nas intenções de votos pode ser interpretado como uma situação de caos. O que não seria nenhuma surpresa, dada a posição conservadora em geral das forças armadas, e do general mencionado em particular. 


Frente aos indícios de golpe militar, ainda que estes fossem muito fracos (e não são), não tem sentido simplesmente negar que haja a possibilidade de sua concretização. Essa é uma posição extremamente ingênua, que desconhece a própria história do Brasil e da América do Sul. Os militares, especialmente nas últimas décadas, sempre tiveram muito poder no controle do regime político. Negar a possibilidade de golpe militar é especialmente grave porque isso representa risco real de mortes, prisões e tortura de pessoas. 


A negação pura e simples do golpe tapa também os olhos para o fato de que as Forças Armadas apoiaram o golpe em 2016. Na melhor das hipóteses os militares foram consultados e consentiram com o golpe no ano passado. Mas a hipótese mais provável é que tenham participado das articulações golpistas. Caso contrário, já teriam se posicionado em relação a um conjunto de ações que ferem dramaticamente a soberania nacional como a entrega do pré-sal, a inviabilização do projeto de fabricação do submarino à propulsão nuclear, fundamental para proteger a Amazônia Azul, prisão do vice-almirante Othon Silva, a tentativa de vender terras a estrangeiros, e assim por diante. 


Na prática não faz sentido ficar polemizando se haverá ou não golpe militar no Brasil. É como se, no interior de uma família residente num centro urbano do Brasil, houvesse uma divergência entre os seus membros se a casa correria o risco de ser assaltada ou não. A discussão ficaria ainda mais estranha se a casa já tivesse sido assaltada algumas vezes. Independentemente do grau de risco, ou de quem está mais certo ou mais errado, se já aconteceu antes e há algum perigo de assalto, as medidas preventivas devem ser tomadas, esperando-se o pior. 


Se os militares de alta patente ficarem fazendo declarações desse tipo e não houverem protestos incisivos das organizações sociais e sindicatos, se os protestos se limitarem a um ou outro discurso no Congresso Nacional, a tendência é irem elevando o tom, e medindo a reação da sociedade. Ninguém sabe se o golpe ira se concretizar. Mesmo porque a existência do plano não significa a garantia de sua implementação. Inclusive porque, em qualquer plano complexo se deve levar em conta inúmeras variáveis complexas, como é o caso de uma ação desse tipo. Num plano desse tipo têm que ser organizados planos de contingência. 


Golpes nem sempre são exitosos, podem ser derrotados, por isso vale a pena encaminhar ações preventivas. Por exemplo, em 2016 a tentativa de um golpe na Turquia foi derrotada pelo governo e pelas forças sociais daquele pais. É uma questão de correlação de forças, que podem ser alteradas a partir de ações vigorosas e inteligentes. O que não faz sentido é ficar discutindo indefinidamente a possibilidade de um golpe e ficar aguardando o seu desfecho. Temos que denunciar o risco, que é real, e mobilizar as forças sociais para evitar que aconteça. 

Piso salarial: confira aqui o seu

Sabe o quanto você DEVE receber ao final de cada mês? O patrão mantém seus rendimentos atualizados? Confira aqui os valores do piso salarial dos trabalhadores no comércio na região de Tubarão e todas as subcategorias: