Agência do Ministério do Trabalho pode ser fechada em Tubarão

A agência do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Tubarão, pode ser desativada até o começo da próxima semana. A motivação seriam os cortes com a extinção do Ministério do Trabalho, que passou a ser parte integrante do atual Ministério da Economia.

Segundo o chefe da agência, Clésio Soares Luciano, a notícia foi recebida pelos servidores na última terça-feira. “O que sabemos é que existe a possibilidade de que a agência de Tubarão seja fechada, e que os servidores podem ser relocados para a agência de Laguna, que deve ser mantida. A agência de Tubarão existe há mais de 50 anos, atendendo à população da cidade e também da região”, explica Clésio.

Ainda de acordo com Clésio, metade dos atendimentos realizados na Cidade Azul é para pessoas de cidades vizinhas, como Braço do Norte. “Somente neste mês, já realizamos mais de 900 atendimentos no setor de seguro-desemprego e 600 confecções de carteiras de trabalho. Fechar a agência de Tubarão será uma perda grande para a comunidade. Quem é daqui ou vem até aqui para realizar esses serviços terá que procurar outras agências”.

A manutenção da agência de Laguna, segundo Clésio, seria por conta da proximidade de Tubarão com a Gerência do MTE, em Criciúma. Atualmente, a agência do Ministério do Trabalho e Emprego, de Tubarão, conta com nove servidores. Dois deles são efetivos, e os outros sete são anistiados – que foram exonerados, despedidos, demitidos ou dispensados durante a reforma administrativa do governo Collor.

Decisão ainda não saiu

O chefe do serviço de Administração e superintendente regional do Trabalho em SC substituto, Jacinto Fernando Stefanello, diz que o fechamento da agência do MTE em Tubarão ainda não é certo. “A possibilidade existe, mas não é concreta. Recebemos a notícia e decidimos adiantar o assunto com os chefes das agências que poderão fechar. Caso isso se confirme, o que pode acontecer até segunda-feira é que os servidores serão relocados, e os trabalhos nas agências que serão mantidas continuarão sendo realizados, sem prejudicar o atendimento à população”.

 

Fonte: Diário do Sul, 31 de janeiro de 2019